quarta-feira, 16 de setembro de 2015

História de São Gotardo


Fundação do Arraial

Em 1836, o cidadão Joaquim Gotardo de Lima e sua família chegaram ao sopé (parte inferior de uma rocha, colina ou montanha) de uma colina à margem da Mata da Corda, onde hoje se encontra São Gotardo.
Gotardo foi pioneiro na formação de um primitivo arraial e o precursor de uma campanha que se tornou patriótica: a da fundação das bases de uma florescente povoação, que é hoje a cidade de São Gotardo.
Joaquim Gotardo de Lima teve por berço o então Arraial das Carrancas, sul de Minas.
 
Família de Joaquim Gotardo

Quanto à árvore genealógica da família do capitão Joaquim Gotardo de Lima e sua esposa Mariana Gotardo de Lima. Tiveram filhos: Maria, casada com Francisco Fernandes Barbosa; Urselino Gotardo de Lima; Coleta Tavares de Lima, que se casou com o capitão de exército, Tristão Tavares de Almeida, estes tiveram dois filhos: Maestro Joaquim Tristão de Almeida e Tristão Tavares de Lima.

O Topônimo ‘‘Confusão’’

Em 1852, o povoado primitivo, até então denominado de Confusão, foi elevado à categoria de Distrito de Paz, passando a ter o nome de São Sebastião do Pouso Alegre.
Encontra-se duas versões históricas para esclarecimento do topônimo Confusão: uma com aspecto lendário, conta que desbravadores do sertão mineiro alcançaram o local da Guarda dos Ferreiros a poucos quilômetros de São Gotardo. A região era cheia de negros do Quilombo dos Poções e de índios Araxás, que eram belicosos. Os expedicionários, em face de arrastarem uma situação de luta, viram-se numa verdadeira “confusão”.
A outra versão provém do seguinte: em 1821 apareceu um fazendeiro chamado Domingos Pereira de Araújo Caldas, com o objetivo de fazer uma justificação sobre suas terras. Ao ser interrogado disse ser proprietário e morador na fazenda ‘‘Confusam’’, situada na dita freguesia.
Cortando a cidade está o Córrego que recebeu o nome de Confusão.
Em 1885, o deputado provincial padre Miguel Kerdole Dias Maciel, propôs a lei que fez com que o arraial da Confusão passasse a denominar-se São Gotardo, em homenagem ao seu fundador.

Transferência da sede do município de Rio Paranaíba para São Gotardo

A população desejava ampliar seu desenvolvimento para edificar um futuro de progresso e, como primeiro fator, seria a emancipação administrativa.
Assim surgiu a ideia de transferência da sede da Vila do Rio Paranaíba para São Gotardo, cujas riquezas econômicas e possibilidades comerciais davam-lhe este direito.
Deram início a esse movimento o saudoso Cel. Frederico Coelho Duarte juntamente com a cooperação de patriotas como Antônio Lopes Fonte Boa e outros que em 1914 conseguiram a medida pleiteada pela Lei n.º 662, concedendo a transferência.
O governo do Estado exigiu como condição, para a transferência da sede do município, fossem construídos dois prédios públicos: o Fórum e Cadeia, e o Grupo Escolar.
Cerca de um ano depois, foi marcada a data da instalação da Vila (município) a qual se realizou no dia 30 de setembro de 1915. Nesse dia, houve o hasteamento da Bandeira Nacional, ouvindo-se no momento o hino nacional e três salvas de vinte e um tiros. Foi um dia festivo de intenso júbilo.
Em 30 de setembro de 1915, o povoado foi emancipado administrativamente, o que significa que foi nessa data que São Gotardo se tornou um município independente. Por isso é nessa data que se comemora o aniversário da cidade.

Guarda dos Ferreiros

Um povoado localizado a nove quilômetros da cidade de São Gotardo, que outrora fora lugar de um posto de fiscalização de contrabandistas de pedras preciosas, hoje é um distrito de paz. Data de 1790 o aparecimento dos Quartéis que foram criados pela Metrópole.
Guarda dos Ferreiros está situada na divisória das águas das bacias dos rios São Francisco e Paraná. Hoje a localidade constitui passagem das rodovias de Patos de Minas – ‘‘Rodovia do Milho’’ BR-354, às comunas do Alto Paranaíba: São Gotardo, Rio Paranaíba, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Lagoa Formosa e Patos de Minas.

Política: Câmara e Prefeitos

No Brasil, as cidades eram gerenciadas não por prefeitos, mas pelas Câmaras Municipais: comissões formadas pelos chamados “homens bons”, ou seja, homens ricos e influentes que eram eleitos para decidir diversas questões referentes aos cuidados e medidas dirigidas a uma determinada região. De forma geral, uma câmara municipal tinha a incumbência de controlar as rendas e gastos da administração pública do local, regulamentar as atividades comerciais desenvolvidas nos arredores da cidade, cuidar da preservação e limpeza de todo o patrimônio público e empreender a realização de obras públicas.
Tal sistema permaneceu até 1930, quando, com a Revolução de 1930 e o início da Era Vargas, criou-se a figura do prefeito a quem era atribuído o poder executivo, cabendo à Câmara o poder legislativo.
O prefeito, a partir da Constituição de 1934, passa a ser escolhido pelo povo, mas, durante os vários períodos ditatoriais da história do Brasil, por vezes o cargo voltou a ser preenchido por apontamento dos governos federal ou estadual.
Veja a seguir um pouco da história política e quem foram alguns dos principais governantes de São Gotardo.
Em 1917, Frederico Coelho Duarte foi reeleito presidente da Câmara, sendo o vice-presidente o Sr. Antônio Lopes Fonte Boa.
Em 1919, Frederico Coelho foi substituído por Antônio Lopes Fonte Boa. Em sua gestão foi inaugurado o Grupos Escolar Afonso Penas (24 de fevereiro de 1920).
Em 1922, as eleições foram tensas, com troca de acusações entre dois dos três líderes das chapas concorrentes: Cel. Frederico Coelho Duarte e Antônio Lopes Fonte Boa. Contudo a chapa vencedora foi aquela liderada por Pedro Henrique Bougleux e formada, ainda, pelos vereadores Severino da Costa Ferreira, Francisco da Costa Marândola, Trajano Teodorino da Silva.
Em 1927 foi eleito o Cel. José Alves Franco, substituído em pouco tempo pelo vice Antônio Lopes Fonte Boa
A Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à presidência do Brasil, São Gotardo ficou sem sua Câmara Municipal, sendo nomeado como interventor o Sr. João Ferreira Noronha, cujo sucessor foi o Dr. João Anatólio de Lima que iniciou a construção da hidrelétrica do Rio Abaeté.
Em 27 de agosto de 1934, assumiu o primeiro prefeito constitucional de São Gotardo, o farmacêutico Bento Ferreira dos Santos. Em 1946 passou a prefeito ditatorial.
Em sua gestão houve melhoramentos: perfuramento dos primeiros poços artesianos, calçamento de ruas, inauguração da Usina “Força e Luz do Rio Abaeté”, etc.
A primeira Câmara Municipal com poderes somente legislativos foi instalada em 5 de fevereiro de 1948, sendo presidente Randolfo da Silva Prados e vice-presidente João Alves Franco.
Em 1947, foram nomeados prefeitos João Alves Franco e o vice Sebastião Fonte Boa. Substituídos no mesmo ano por Oscar Prado, que não assumiu o cargo, ocupado pelo vice Dr. Erival Ladeira até 1949.
Em 1950, Raimundo Mendes, presidente da Câmara, funcionou como prefeito.
De 1951 a 1954, Joaquim Ferreira Prado foi o prefeito.
Em 1955, Ciro Franco assumiu a prefeitura.
Em 1959, José Caetano Ribeiro liderou a prefeitura.
Com mandato de 4 anos, em 1963, Dr. Erival Ladeira assumiu a prefeitura.
Com mandato de 5 anos, Erotides Batista e seu vice, Antônio José da Silva, governaram de 1967 a 1971.
José Rodrigues Ribeiro e Augusto José da Silva (vice) foram eleitos para a prefeitura e 1971.
Em 1973 foram eleitos José Luiz Borges e o vice Altino Ferreira, para mandato de quatro anos.

Primeiro Juiz

O primeiro Juiz Municipal, nomeado para servir o Termo, foi o dr. José de Assis Rocha, que chegou à Vila em 1918. Foi recepcionado com uma bela saudação, expressiva do regozijo de que se achavam os habitantes do município, podendo contar em seu meio como primeiro Juiz Municipal um magistrado portador de cultura aprimorada e caráter íntegro.

Estrada de Ferro

Na década de 1920, São Gotardo seria atingida pela “Estrada de Ferro Paracatu” que já beneficiava Dores do Indaiá. A ferrovia partia de Pitangui e se destinava a Paracatu. A construção prosseguia rumo a Barra do Funchal, 24 quilômetros da cidade de São Gotardo. O município de São Gotardo acalentava a esperança de beneficiar-se com estrada de ferro e havia mesmo muito entusiasmo pela sua conquista. Mas o tráfego na ferrovia foi enfraquecendo até que desapareceu e foi suprimido. Então a obra gigantesca foi sepultada sem que houvesse um motivo justo.

Força e Luz

 A primeira instalação de luz elétrica em São Gotardo deve-se ao industrial Jerson Duarte Coelho, que empreendeu a construção da usina em 1920, utilizando-se da queda d’água que movia o engenho de açúcar de seu sogro, Cap. José Batista Ferreira. O Local era na parte baixa da cidade, à margem do Córrego Confusão. Foram colocados, então, na vila de São Gotardo, 100 postes de iluminação.
Não passaram 12 anos e a capacidade da Usina não atendia às necessidades locais, por isso surgiu a ideia de construir outra com mais energia. Isso se deu graças aos esforços do, então prefeito, João Anatólio Lima. A inauguração foi em 1936.
Com o correr do tempo, a produção da Usina não ofereceu a energia necessária, daí surgiu o propósito de se cogitar da instalação de uma terceira usina elétrica para a cidade. A nova usina na barragem do Rio Abaeté foi terminada em 1953.

O Telefone

 No dia 22 de julho de 1922, Francisco Rezende Filho, fazendeiro, inaugurou uma linha de telefone particular, entre sua fazenda e a casa de residência do Cel. Antônio Luciano Pereira. A linha durou apenas alguns anos.
Pelo ano de 1955, Ciro Franco, prefeito municipal, entrou em entendimento com a firma Ericson do Brasil, especializada em istalações telefônicas, para vinda a São Gotardo de um técnico da especialidade, o que se verificou com o Sr. Vital Muniz Hilson.
Em 1958 organizou-se pelos senhores Francisco Rezende Filho, José de Castro Prado e Olavo Bilac Rezende, a empresa “Cotesago”, Companhia Telefonica de São Gotardo.
A instalação do telefone interurbano realizou-se em caráter festivo em 1968.

Automóvel  e Rodovia

Pelo ano de 1923, chegava o primeiro automóvel a São Gotardo. Denominava-se Ford, vulgarmente conhecido na época como Guarda-Louça.
Em 1972, inaugurou-se a Rodovia do Milho, BR-354, de asfalto, ligando a Rodovi BR-262 à cidade de Patos de Minas.
Em 1974 foi inaugurado o trecho asfaltado ligando São Gotardo a Guarda dos Ferreiros, numa extensão de 10 quilômetros.

Cemitério

O cemitério que existiu no local onde se encontra a igreja Matriz, à praça Olegário Maciel (atual praça Sagrado Coração), foi demolido pelo motivo de estar situado dentro da cidade, o que não era recomendável.
Por volta de 1945, foi construído o atual cemitério em um lugar adequado, seguimento da avenida Rio Branco. O terreno foi doado pelo Cel. Antônio Luciano Pereira.

Imprensa de São Gotardo

O primeiro jornal local foi o ‘‘São Gotardo’’, de formato 40x30, semanário. Um grupo de patriotas com a participação da Câmara Municipal, organizou a empresa com o capital de três contos de réis.
Circulou o primeiro número em 11 de junho de 1922, sob a direção de Antônio Lopes Fonte Boa. O ‘‘São Gotardo’’ após a face do primeiro redator, teve os seguintes redatores: Major Venâncio de Castro com o número 14, permanecendo até o n.º 24; Dr. José Soares de Carvalho e em seguida, Camilo Boaventura e Maurício Ferreira de Souza.
Outros jornais que tiveram publicidade:
·         “Mata da corda”: de 1924 a 1927, redação inicial de Dr. José Soares de Carvalho.
·         “A verdade”: de 1932, diretor-redator Dr. José Maria Álvares de Abreu.
·         ‘‘A Tarracha’’, propriedade de Antônio F. do Nascimento, pequena folha humorística, circulou em 1924, com apenas 5 números.
·         ‘‘O Prego’’, dirigido por um grupo de moços do lugar. De pequeno formato, chegou a editar-se com apenas cinco números.
·         “Guri”: Em maio de 1929, dirigido pelo então jovem e já saudoso Astolfo Bueno Passos, com a vida de doze números.
·         “Minas Brasil”: 1936, dirigido pelo jornalista Sebastião Gomes”.
·         ‘‘Folha de São Gotardo’’: 1940, teve o primeiro número em 18 de agosto, com redação de Rui de Araújo Lima, que em 1957, voltou sob a direção do professor Carolino de Sá e redação de Ronan Rezende e Antônio Cardoso.
·         “Correio do Oeste”: 1953, sob direção de Alcino Rego, duração de 14 números.
·         “O Estudante”: 1955, organizado pelos alunos do Ginásio e Escola Normal. 1962, pela União Estudantil de São Gotardo, sete números.
·         “O Mineirinho”: pequena folha doa alunos do Grupo Escolar “Conselheiro Afonso Pena”, redação do aluno Vicente de Paula Ribeiro.
·         ‘“Jornal S.G.”: organizado pelos jovens universitários de São Gotardo.
·         “Gazeta de São Gotardo”: de 1964 a 1965, sob direção de Paulo Menezes.
·         “Integração Estudantil”: dirigido por um pequeno grupo de estudantes, com liderança de João Bosco Ferreira.
Um elemento valioso e fundamental na evolução do passado da cidade é a velha máquina tipográfica que se encontrava nas oficinas do jornal ‘‘Informativo S. G.’’. Nela foi impresso em 1922, o primeiro jornal dessa cidade.

Grupos Escolares e Colégios

A primeira escola primária pública que funcionou no Arraial de São Sebastião de Pouso Alegre foi regida pelo professor João Jacob, nos anos 1885 a 1886, sendo que anteriormente as primeiras letras eram ensinadas por meio de escolas particulares.
Em 1914, outro professor ocupou a cadeira, o são-gotardense: Vigilato Brasileiro. Nessa ocasião, surgiram as classes separas por sexo.
Chegou a era do Grupo Escolar, que foi criado pelo decreto 3.557 de 1 de abril de 1913. O primeiro teve o nome de Grupo Escolar Afonso Pena Júnior. Por proposta do Inspetor Alberto da Costa Matos foi organizada a Caixa Escolar Cel. Fonte Boa, anexa ao Grupo.
O Grupo Escolar Professor Balena foi criado pelo decreto 4.858 de 1955 e instalado no dia 29 de janeiro de 1956.
Grupo Escolar Oscar da Silva Prados foi criado no ano de 1964 e se acha funcionando com real proveito.
O primeiro estabelecimento de curso secundário que existiu em São Gotardo foi o Colégio São Geraldo, de propriedade do professor Oscar Rodarte. Porém, só funcionou durante 11 meses.
Ginásio Estadual Pio X: foi em maio de 1953 que um grupo de patriotas composto por: Padre José Lima; o Prefeito, dr. Erival Ladeira; Vice-prefeito, dr.      José Pereira de Queiroz, tomaram a iniciativa da criação de um ginásio na cidade.
Ginásio e Escola Normal Municipal: dirigido pelas devotas Irmãs Franciscanas, foi um educandário que tem uma administração digna do maior apreço e estima da sociedade. Teve sua origem no ano de 1938.
Aconteceu que estas servas de Deus, de uma noite para o dia, apressaram sua mudança e abandonaram o educandário, deixando os alunos em situação difícil na conduta de seus estudos.
Nesta altura, a Prefeitura convida o professor Carolino de Sá para dirigir o educandário, funcionando poucos anos.

Religião Católica: padres e vigários

A primeira missa foi celebrada no povoado nascente pelo padre José Francisco, capelão do vizinho arraial de Santo Antônio dos tiros. O sacerdote preferido das redondezas para ministrar o ofício religioso.
Em 1842, as famílias Lopes e Rodrigues se instalaram nas fazendas Gameleiras e Broas, a dezoito quilômetros do povoado, trazendo em sua companhia os padres João Paulino e Antônio Estévão. João Paulino tornou-se capelão com o falecimento de Estévão. Quando Paulino faleceu, foi substituído pelo Padre Cidrão, cujo sucessor foi João Gonçalves de Freitas, em 1955.
O povoado que tinha o nome de Confusão, em 1852, passou a denominar-se “São Sebastião do Pouso Alegre”. Eclesiasticamente pertencia ao bispado de Olinda (Pernambuco), do qual se desmembrou conforme o decreto Consistorial de 17 de setembro de 1860, passando a diocese para o bispado de Mariana.
Pelo ano de 1864, construiu-se a igreja Matriz no local da capela, a qual existiu até por volta do ano de 1955, quando foi impiedosamente demolida.
Era Frei Paulino portador de qualidades espirituais, que o credenciavam valoroso apostolo da religião, foi o construtor das varandas laterais da igreja do arraial da Confusão; foi o pioneiro batalhador na construção do antigo cemitério, em cujo local se encontra a atual Matriz da cidade; construiu chafariz público; elevou, em 1873, o Cruzeiro de madeira de aroeira à frente da igreja Matriz demolida.
Após Frei Paulino, o padre Miguel Kerdole Dias Maciel permaneceu à frente da igreja até 1896. Elegeu-se deputado provincial e foi ator do projeto de lei que deu o nome de São Gotardo à cidade, em 1885, em homenagem ao seu fundador.
O padre Omar Nunes Coelho esteve à frente da paróquia de 1943 a 4952, e teve papel importante na conclusão das obras da Matriz, principalmente quanto à colocação dos vitrais, doados por famílias são-gotardenses cujos foram colocados nos vitrais.
A comissão encarregada da construção da igreja Matriz foi constituída dos senhores: Dr. Jair Reis, Padre José Batista dos Santos, Pedro Fonseca, João Alves Franco e José Montuori, todos falecidos.
Depois desse sacerdote, encontra-se o padre José Lima, um dos pioneiros na fundação do Colégio São Pio X, tendo sido seu diretor.
Por ato de 24 de abril de 1973, Sua Santidade o Papa Paulo VI nomeou o padre José Lima para bispo de Itumbiara-GO. Em 15 de julho realizou-se a sagração episcopal.

Obras Sociais e Filantrópicas

No setor da filantropia, existe em São Gotardo uma instituição de caridade que é o asilo de “São Vicente de Paula”, cuja inauguração foi em 13 de outubro de 1957.
É digno de menção que o vigário padre José de Lima foi elemento propulsor da fundação das obras sócias “Associação de Proteção à Maternidade e a Infância” - Casa da Criança- Lactário onde o leite era distribuído aos menos favorecidos.    

Tradições Históricas Desaparecidas

São Gotardo ao basear-se no ano de sua fundação, em 1836, conta sua existência de 140 anos.
Contudo, não se observa, na cidade, grandes intentos de preservação de seu patrimônio histórico e cultural, haja vista a demolição de alguns prédios importantes como:
·         O Edifício da Cadeia e Foro, que se localizava na av. Presidente Vargas, onde hoje é o Fórum. O prédio foi construído para o fim da instalação do município em setembro de 1915;
·         A primeira Igreja Matriz, que era na praça de São Sebastião. Foi construída mais ou menos entre 1863/1864. Não possuía um estilo definido, pertencia à construção das igrejas antigas do interior, de adobe e pau a pique. Pela frente da igreja estava a grande cruz de madeira “aroeira” muito alta, figurando em seu perfil os instrumentos do martírio: martelo, torques, etc. Os dois coqueiros ao lado da cruz, foram plantados por frei Paulino em 1873, as duas legendarias palmeiras foram brutalmente açoitadas por vendavais e granizo.
·         O antigo prédio da Escola Normal Municipal.   

Cinquentenário de São Gotardo

 “O aniversario de uma cidade há de ter, sempre, uma significação própria para seus habitantes e para mesma historia futura, já que cada ano que transcorre representa o marco na vida”.
Com expressivas festividades o município comemorou na semana de 12 a 24 de outubro de 1965 o seu cinquentenário de emancipação. Dentre os eventos da festividade houve:
·         Desfile com carro alegóricos, escoteiras, blocos de cavaleiros, moçambiques, máquinas agrícolas, etc.
·         Missa e Bênção de inauguração do Cristo Redentor na praça Olegário Maciel que hoje é a praça Sagrado Coração.
·         Cerimônia de entrega dos títulos de cidadão honorário são-gotardense aos seguintes bem feitores desta terra: Bento Ferreira dos Santos, Dr. José Gonçalves Ferreira, Gerson Duarte Coelho, Dr. Otaviano Ordones de Castro, Dr. Afonso Geraldo Soares Ferreira, Dr. Gerson de Abreu e Silva, Erotides Batista, e outros.
·         Baile de gala animado pela orquestra Marajuara de Bauru, São Paulo, ocasião em que foi eleita a Rainha da cidade, senhorita Marília Bueno.

59° aniversário e esporte

Em 30 de setembro de 1974, ao ensejo da comemoração do 59º aniversário da cidade, com presença de autoridades em geral e grande assistência popular, houve a inauguração da rodovia de 10 km, ligando em puro asfalto a cidade de São Gotardo ao trevo da rodovia do Milho – BR-354- em Guarda dos Ferreiros. Em seguida inauguraram-se o Campo de Aviação e, na cidade, o prédio novo do Fórum.
Os Governos Federal e Estadual implantaram no município o Programa do Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba – PADAP- constante de 61.000 hectares de terras.
No dia 13 de agosto de 1922, a mocidade da época organizou a associação esportiva, denominada “Sparta Futebol Clube”. Muitos anos depois, na época do Dr. Moacir Ferreira Franco, construiu-se o “Campo Olavo Bilac de Rezende”.                                                                               

Aspecto Topográfico – Histórico da cidade em 1976

A cidade está situada na encosta de uma colina, derivante da Serra da Mata da Corda. O povoado primitivo foi construído no maciço da colina.
Na parte antiga da cidade encontram-se: a praça de São Sebastião, padroeiro da cidade, os dois tradicionais coqueiros, já mortos, e o Cruzeiro.
Os três Grupos Escolares têm prédios próprios; a Igreja Matriz; Ginásio São Pio X; Seminário Nossa Senhora da Abadia; Colégio e Escola Normal Municipal; Companhia Telefônica; Companhia Vale São Francisco; Correios e Telégrafos; Santa Casa de Misericórdia.
Obras sociais: Lactário; Asilo São Vicente de Paula; Hospital Pio XII; Hospital São José; Estação Rodoviária (na praça São Sebastião); Companhia de Armazéns e Silos de Minas Gerais.
Refrigerantes, Indústria de esquadrias de construção, fábrica de acolchoados, cerâmica, fábrica de laticínios, Posto Volkswagen DN-4067- venda de automóveis.
Em construção o Colégio Sagrado Coração, de propriedade das irmãs Franciscanas.
Na área cultural e social: São Gotardo Social Clube, Centro Cultural João XXIII, Lions Clube, Ginásio Esgrima Clube, Sparta Futebol Clube, Cine São Luiz, Centro Estudantil, Clube Campestre (recém-inaugurado)
Bancos: Mercantil do Brasil, Banco do Brasil, Real, Caixa Econômica Federal.
Dos principais produtos do município, predominam na lavoura o café. Também o milho é produzido em alta escala, assim como a cana de açúcar.
Na pecuária: criação e recriação de gado, toucinho, leite (vendido especialmente para a Companhia Nestlê, instalada na cidade).
A Estação Rodoviária centraliza uma grande rede de ônibus, com ligação para Belo Horizonte, Araxá, Uberaba, Patos de Minas, Ibiá, entre outros.

Pesquisa: Lohane Stefany Araujo Garcia e Luiz Gustavo Santos, 3o ano 04.

Fonte: FERREIRA, José Gonçalves. História de São Gotardo. Edição da Prefeitura de São Gotardo. 1976.

2 comentários:

  1. Parabéns aos alunos Lohane Stefany e Luiz Gustavo Santos pelo trabalho que conta a história de São Gotardo e à Escola Estadual Cel.Oscar Prados pela iniciativa e apoio aos alunos. Nasci em São Gotardo e mudei da cidade aos quatro anos. Através desse trabalho, tive a oportunidade de conhecer a história de minha terra natal e de toda a minha família.

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  2. Parabens ficou muito bom assim vcs ajudam muito nos trabalhos de escola ah e tb apredem passando aprendisado ......................................................................................

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